Patrimônio que será dos herdeiros: qual a maneira mais inteligente de resolver essa questão?
Sucessão é a
passagem de bens da pessoa que falece a seus herdeiros e, em geral, ocorre por
meio de um inventário. Existe uma maneira de simplificar e baratear esse
processo, evitando todos os custos e o tempo envolvidos.
Esse meio é
o chamado planejamento sucessório e
sua forma mais simples é a divisão de bens durante a vida.
Se nada é
planejado – e as pessoas não costumam pensar no assunto – podem surgir grandes
problemas para os herdeiros, como custos judiciais, impostos, honorários
advocatícios altos e litígios familiares.
Tudo isso pode
levar boa parte do patrimônio e, muitas vezes, faz aflorarem brigas latentes
enquanto os falecidos eram vivos, gerando afastamentos familiares definitivos.
Além disso, um processo pode levar longos anos, enquanto os bens se deterioram
e diminuem ainda mais a herança.
Enquanto os
proprietários (em geral, os pais) estão vivos, é muito mais fácil usarem sua
influência moral sobre os filhos para que aceitem a divisão de bens proposta.
Nenhuma herança é composta de bens exatamente do mesmo valor, de modo que
alguns podem ficar com um pouco a mais do que outros. Quando a sucessão é
planejada, acordos entre herdeiros ocorrem com mais facilidade do que após a
morte, quando a família se divide em várias famílias que brigam por sua parte –
muitas vezes, com a influência de genros, noras e netos, que podem querer que o
herdeiro ao qual estão ligados receba os melhores bens.
PORTANTO,
para evitar litígios familiares eternos, evitar custos pessoais e financeiros
altos e impedir que o patrimônio se dilapide, o mais inteligente é planejar a
sucessão e realizá-la em vida, preservando a harmonia familiar.